Garrincha e os joões

http://www.dailymail.co.uk Acesso: 18 jun 2018



Acabei de almoçar e fui tirar um cochilo. Essa seleção teria de jogar muita bola para me tirar da cama! Bem. Depois de um tempo tentando cochilar, ouvi fogos pipocando. Levantei e fui assistir à partida, agora estimulado com o gol.

Vi, contudo, que o Brasil tinha dificuldade no embate do porte físico com o adversário, com os suíços só levando vantagem nesse quesito, apesar de nosso costumeiro salto alto, que não adiantou muita coisa. Não sabíamos nos desvencilhar dos joões como fazia Garrincha a 60 anos, diante de seleções de alta estatura como a da URSS, na Copa da Suécia.

Depois de conquistar vários títulos mundiais, nossa seleção se acostumou a jogar de salto alto. Há quatro anos, porém, o salto quebrou, justamente quando jogávamos em "casa", diante da Alemanha. Saímos de campo mancando de tanta vergonha.

Voltando a 2018, nesse jogo de estreia, quanto ao gol da Suíça, eu também não marcaria falta. O "encosta, sai prá lá, puxa e estica" sempre foi normal em cruzamentos de bola parada para a área. A não ser que fosse um empurrão para impedir o gol do Brasil, lá do outro lado, seria pênalti, o que de fato aconteceu em outro momento da partida. O árbitro porém deixou de marcar, o que nos faria vitoriosos em 2 a 1.

Não podemos passar 70 minutos de jogo, empatando, sem dramatizar como meninos mimados. Quem sabe se no próximo jogo a gente não vá de mocassim e consiga dessa forma redescobrir o caminho da caça aos joões, como fazia o craque de pernas tortas, fazendo a diferença com seus dribles desconcertantes?

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