Negando as tradições

br.freepik.com Acesso em 31 ago 2018



A Globo diz hoje que errou em ter apoiado o Regime Militar, ou a "ditadura”, como os ex-terroristas dizem. Mas todos nós sabemos que o apoio da emissora não foi mero acidente de percurso. A empresa fez o que era lógico: apoiou os militares porque tradicionalmente sempre foi contra a Esquerda; ou esquecem que o jornal e a rádio de Roberto Marinho fizeram uma campanha devastadora contra Getúlio Vargas, que culminou no suicídio dele?

Na verdade, ao confessar hoje que errou, e se alinhar com as agendas de Esquerda, as Organizações Globo negaram sua tradição política – para não dizer que traíram - que era claramente o pensamento de Roberto Marinho. Ou será que a Globo se arrependeu também de seu fundador? De ter nascido e crescido no Regime Militar, de quem sempre recebeu apoio nesse processo?

O apoio da Globo - criada em 1965 - aos militares não foi por acaso. Os generais queriam dar um basta na arrogância de Assis Chateaubriand - o todo poderoso empresário das comunicações de então - que trouxe a televisão para o Brasil e era dono da TV Tupi que estava no auge – e deu, beneficiando as ambições do dono do jornal O Globo.

Hoje a Vênus Platinada tem um discurso de tolerância, mas será que ela é tolerante com seus funcionários conservadores, como Roberto Marinho era com "seus" comunistas no passado? Infelizmente parece evidente que os comunas, protegidos por Roberto Marinho no passado, cresceram em influência e tornaram-se a voz dominante na emissora.


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