A obrigatoriedade da vacina em uma perspectiva de tempo





A questão da obrigatoriedade da vacina é insana por si só. A começar de quem a requereu: um partido de esquerda; e da motivação: contrariar o Presidente da República. Pois bem, todos esquecem de avaliar o "problema" por uma perspectiva temporal.


Deixe eu explicar. O STF ditou que haverá restrições de direitos para quem não se vacinar. Acontece que, diferentemente de uma eleição, que acontece em um dia apenas, a vacinação de 210 mi de pessoas requer um tempo muito maior para se realizar; e por conta disso é necessário um prazo razoável para que se reconheça que a pessoa não se imunizou porque não quis.


Por exemplo, suponhamos que as pessoas tenham trinta dias para se vacinar, que começaria depois de se extinguir o prazo de vacinação dos grupos prioritários, e só depois, fosse dado mais 15 dias para que entrasse em vigor as restrições punitivas dos faltosos. Creio que na prática não precisaríamos de longos trinta dias para saber se a vacina é de boa qualidade ou não, com as pessoas do grupo de risco já tendo passado pela experiência. 


Se ficasse constatado, com os primeiros resultados, que o efeito da vacina foi desastroso em algumas pessoas, não haveria mais condições políticas para que o Supremo insistisse com a obrigatoriedade da vacina; e, assim, quem não chegasse a se vacinar até essa ocasião estaria livre de fazer. 


Por outro lado, se a vacina for um sucesso, a população não terá mais receio de se vacinar, mas motivo, se é que o COVID-19 vai resistir até lá. É tudo, pois, uma questão de perspectiva, como disse. Também de sabedoria e paciência.


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