Panfletagem com a saúde do povo/People's Health Package
O Prefeito Bruno Reis, de Salvador, acusa o Governo Bolsonaro do crime de desabastecimento do "imunobiológico", um componente da vacina Coronavac, o que sugere como motivo da falta da mesma na cidade. Desde ontem(07/05) não está sendo disponibilizado o imunizante em qualquer posto de vacinação da capital, como pude constatar.
Hoje pela manhã, eu me diriji ao Centro de Saúde Ramiro de Azevedo, no Campo da Pólvora, para tomar a segunda dose da vacina - cuja data limite seria ontem - quando fui informado da suspensão. Ali só estava aplicando a Astrazeneca.
Verifiquei dois avisos. Um tratava dos postos de vacinação, os quais disponibilizam apenas o imunizante de Oxford. O outro dava conta da suspensão(o que não significa afirmar que haja falta no estoque) da vacina chinesa, e responsabilizava o Governo Federal pelo tal "desabastecimento" do produto.
A depender do significado do termo "desabastecimento", o caso constitui uma denúncia grave do Prefeito de Salvador contra o Presidente da República. Por exemplo, de acordo com o site do dicionário Michaelis, a palavra significa pura e simplesmente "Ato ou efeito de ELIMINAR O FORNECIMENTO DE ALGO". O que vale dizer que, segundo a informação veiculada pela Prefeitura, o Governo Federal propositalmente cortou o fornecimento do insumo da vacina.
Não acredito que tão explícita acusação tenha o mínimo de fundamento. Portanto, lamento que o prefeito não se preocupou antes em provar judicialmente a cusação, e tenha preferido fazer uso político da falta eventual de uma vacina, para tentar - ainda que em vão - desgastar a imagem do Presidente da República.
Aquele aviso que citei no início, de aparência unicamente técnica, na verdade não passa de um panfleto de propaganda eleitoral disfarçado, fora do tempo e lugar. Isso demonstra quanto o prefeito Bruno Reis está realmente preocupado com a saúde dos soteropolitanos.
People's Health Package
Mayor Bruno Reis, of Salvador, accuses the Bolsonaro government of the crime of shortage of the "immunobiological", a component of the Coronavac vaccine, which he suggests as a reason for the lack of it in the city. Since yesterday (07/05), the immunizer has not been available at any vaccination post in the capital, as I was able to verify.
This morning, I went to the Ramiro de Azevedo Health Center, in Campo da Pólvora, to take the second dose of the vaccine - whose deadline would be yesterday - when I was informed of the suspension. Ali was only applying Astrazeneca.
I checked two warnings. One dealt with vaccination posts, which only offer the Oxford immunizer. The other accounted for the suspension (which does not mean to say that there is a shortage of stock) of the Chinese vaccine, and held the Federal Government responsible for such "shortage" of the product.
Depending on the meaning of the term "shortage", the case constitutes a serious complaint by the Mayor of Salvador against the President of the Republic. For example, according to the Michaelis dictionary website, the word simply means "Act or effect of ELIMINATING THE SUPPLY OF SOMETHING". Which is to say that, according to information provided by the City Hall, the Federal Government purposely cut off the supply of vaccine input.
I do not believe that such an explicit accusation has the least foundation. Therefore, I regret that the mayor has not previously bothered to prove the claim in court, and has preferred to make political use of the eventual lack of a vaccine, to try - even though in vain - to erode the image of the President of the Republic.
That warning that I quoted at the beginning, with a purely technical appearance, is really just a disguised electoral propaganda pamphlet, out of time and place. This shows how much Mayor Bruno Reis is really concerned with the health of the people of Salvador.

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