Pelé para Zagallo .. Zagallo para Pelé, e é gol / Pelé to Zagallo.. Zagallo to Pelé, and it's a goal
Na última sexta-feira, 5 de janeiro, Mário Jorge Lobo Zagallo faleceu aos 92 anos. Ele foi um personagem de suma importância para as conquistas da seleção brasileira de futebol em Copas do Mundo. Há de se dizer que dos cinco títulos conquistados até hoje, Zagallo depositou sua parcela de contribuição em quatro.
A história do Velho Lobo Zagallo inicia-se em 1950, bem jovem ainda, quando prestava serviço ao Exército, e atuou no quadro de segurança da Copa do Mundo do Brasil, no estádio do Maracanã, onde presenciou a derrota de nossa seleção para o Uruguai, por 2 a1, na Final. A decepção bateu forte no coração do patriota nascido em Alagoas, mas que foi muito cedo, com a família, morar no Rio de Janeiro.
O cadete não se esmoreceu, pelo contrário, a derrota da seleção lhe serviu como estímulo para que, oito anos depois, estivesse escalado como ponta-esquerda titular do escrete nacional na Copa da Suécia, ao lado de Pelé, Garrincha e companhia. O resultado todo mundo já sabe: o Brasil conquistou seu primeiro título mundial. Quem poderia imaginar?
Em 1962, Zagallo mostrou suas habilidades de jogador uma vez mais no escrete nacional, ajudando na conquista do bicampeonato mundial. Depois disso ele pendurou a chuteira, mas reapareceu oito anos depois para mais uma grandiosa conquista, dessa vez como treinador, e alguém do ramo capaz de aliar com perfeição estratégia e disciplina à arte nata de se jogar futebol, tão característica de nossos atletas. O resultado não poderia ser outro, o time mais brilhante de todos os tempos: a seleção brasileira campeã da Copa de 1970, no México.
Longos anos se passaram sem título mundial até a conquista do tetracampeonato em 1994, nos Estados Unidos, mas Zagallo também estava lá, como coordenador técnico, ao lado do treinador Carlos Alberto Parreira. Ao todo, Mário Jorge participou de 7 copas do mundo. Duas como jogador(1958/62), três como treinador(1970, 1974 e 1998) e duas como coordenador técnico(1994 e 2006). Foi vitorioso em 4 edições[1958(Suécia); 1962(Chile), 1970(México) e 1994(Estados Unidos)]; vice-campeão em 1998(França); e honrosos quarto e quinto lugares, respectivamente, em 1974(Alemanha Ocidental) e 2006(Alemanha).
Em suma, o Velho Lobo Zagallo teve uma carreira de destaque em toda a história do futebol mundial, semelhante a de Pelé, com quem participou na construção das três primeiras grandes conquistas da seleção brasileira. Ambos nos deixaram em um intervalo de apenas um ano, eles que foram as duas estrelas futebolísticas mais representativas do Brasil. Assim como o rei do futebol, Zagallo vai deixar muita saudade, não só pelo talento e competência profissional com que se distinguiu, mas como um patriota exemplar, em uma época em que o espírito de nacionalidade nos fazia grandes.
Certa vez, ao ser entrevistado ao final de uma partida das Eliminatórias, em que o Brasil saiu-se vencedor, Zagallo explodiu em rede nacional dizendo: "Vocês vão ter que me engolir!", a seus críticos contumazes da Imprensa. Naquela época, não entendemos direito o desabafo do Velho Lobo. Hoje constatamos a amarelinha, que ele bem representava, tomando as ruas de todo o Brasil, em um movimento patriota de grandes proporções, fruto de uma semeadura realizada por personagens valentes e corajosos como ele. Agora, por um patriotismo que extrapola a eventualidade de uma partida de copa do mundo, baseado na Fé, na Liberdade, no mérito e nos mais altos valores da civilização. De agora em diante, os inimigos da sociedade vão ter que engolir o povo também. E isso não tem volta.
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Contribuições:
PIX
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Pelé to Zagallo.. Zagallo to Pele, and it's a goal
(January 8, 2024)
Last Friday, January 5th, Mário Jorge Lobo Zagallo passed away at the age of 92. He was an extremely important character for the Brazilian football team's achievements in World Cups. It must be said that of the five titles won to date, Zagallo made his contribution to four.
The story of Velho Lobo Zagallo begins in 1950, still very young, when he served in the Army, and worked on the security team at the World Cup in Brazil, at the Maracanã stadium, where he witnessed our team's defeat to Uruguay , by 2-1, in the Final. Disappointment hit hard in the heart of the patriot born in Alagoas, but who moved to Rio de Janeiro very soon with his family.
The cadet did not lose heart, on the contrary, the team's defeat served as a stimulus for him, eight years later, to be selected as the national team's starting left winger in the Swedish Cup, alongside Pelé, Garrincha and company. Everyone already knows the result: Brazil won its first world title. Who could have imagined?
In 1962, Zagallo showed his playing skills once again on the national team, helping to win his second world championship. After that he hung up his boots, but reappeared eight years later for another great achievement, this time as a coach, and someone in the field capable of perfectly combining strategy and discipline with the innate art of playing football, so characteristic of our athletes. The result could not be different, the most brilliant team of all time: the Brazilian team that won the 1970 World Cup in Mexico.
Long years passed without a world title until they won their fourth title in 1994, in the United States, but Zagallo was also there, as technical coordinator, alongside coach Carlos Alberto Parreira. In total, Mário Jorge participated in 7 World Cups. Two as a player (1958/62), three as a coach (1970, 1974 and 1998) and two as technical coordinator (1994 and 2006). It was victorious in 4 editions[1958(Sweden); 1962(Chile), 1970(Mexico) and 1994(United States)]; runner-up in 1998 (France); and honorable fourth and fifth places, respectively, in 1974 (West Germany) and 2006 (Germany).
In short, Old Lobo Zagallo had a distinguished career throughout the history of world football, similar to that of Pelé, with whom he participated in the construction of the Brazilian team's first three great achievements. Both left us in just one year, they were the two most representative football stars in Brazil. Just like the king of football, Zagallo will be greatly missed, not only for the talent and professional competence with which he distinguished himself, but as an exemplary patriot, at a time when the spirit of nationality made us great.
Years ago, when being interviewed at the end of a Qualifiers match, in which Brazil came out victorious, Zagallo exploded on national television saying: "You're going to have to swallow me!", to his staunch critics in the Press. At that time, we didn't really understand Old Wolf's outburst. Today we see hopscotch, which he represented well, taking to the streets throughout Brazil, in a patriotic movement of great proportions, the result of a sowing carried out by brave and courageous characters like him. Now, for a patriotism that goes beyond the eventuality of a World Cup match, based on Faith, Freedom, merit and the highest values of civilization. From now on, society's enemies will have to swallow the people too. And there's no going back.

Parabéns pelo texto incrivelmente bem elaborado! Sua habilidade em expressar ideias de forma clara e envolvente é notável.
ResponderExcluirObrigado pelo elogio. Isso me motiva a escrever mais.
ExcluirExcelente texto. Como sempre você coloca detalhes que nos faz viajar no tempo.
ResponderExcluirObrigado, querida.
ResponderExcluirMaravilhoso o texto. Os detalhes das datas, acontecimentos, são tão ricos, fatos que só veio ao meu conhecimento, através desse rico texto .
ResponderExcluirObrigado, meu amor.
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