Arautos da Verdade/Heralds of Truth
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Minha conversão política – O primeiro passo que dei no sentido de me tornar uma pessoa politicamente madura aconteceu quando eu tinha 30 anos, por ocasião da primeira campanha de eleição direta para Presidente da República do Brasil, em 1989, após quase três décadas, quando se encerrou definitivamente o Regime Militar.
Foi nessa oportunidade que decidi não votar mais em políticos de Esquerda, cuja ideologia vem de encontro às minhas crenças. Isso aconteceu após ter uma revelação espiritual, que me deixou profundamente estimulado a me tornar coerente com os meus princípios, e assim o fiz, passando a me identificar como uma pessoa de direita.
Antes apoiador de Leonel Brizola, passei imediatamente a fazer campanha para um candidato que nem sequer o ameaçava na corrida pela Presidência até aquele momento, Guilherme Afif Domingues, empresário e legítimo representante da direita, diferente de todos os outros a que estávamos acostumados a ver.
Coincidentemente, Afif começou a crescer nas pesquisas e a disputar espaço com Brizola. Isso foi para mim como um sinal divino de que eu tinha feito a escolha certa. A partir dessa época, portanto, passei a apoiar candidatos mais à Direita, sem medo de ser feliz.
Toda pessoa é um ser político, quer queira, quer não. Dessa forma, só há duas alternativas de escolha: posicionar-se a favor ou contra alguma coisa, ideias ou valores. Do contrário, o máximo que você pode ser é um omisso, que é ser contra você mesmo, em última análise.
Minha formação jornalística -Durante o curso de Jornalismo, concluído no final de 2007, fiz questão de manter preservado o conjunto de valores em que acredito como cristão. Os quais elegi como pressupostos fundamentais da minha missão de vida e realização pessoal.
Dessa forma, resisti até o final à tentativa de lavagem cerebral levada a efeito pela militância de esquerda travestida de professores na minha Faculdade.
Ao colar grau em Comunicação Social em abril do ano seguinte, fui escolhido para escrever a mensagem da Turma, a constar no Convite de Formatura, a qual intitulei, de Arautos da Verdade, inspirado no ideal jornalístico da imparcialidade e compromisso com os fatos.
O avanço das Comunicações - Naquele mesmo ano de 2007, o advento do smartphone permitiu que a Internet móvel se expandisse por todo o Brasil, o que disponibilizou múltiplos e funcionais aplicativos a um número cada vez maior da população, com uma praticidade de uso muito superior a dos microcomputadores a que estávamos acostumados até aquele momento.
Esse fenômeno se tornou decisivo na formação de um novo contexto social nos anos seguintes. Um despertar político da população, como jamais havia acontecido, bateria à porta de nossa história recente, em meados da segunda década do século XXI.
A polarização da sociedade - As primeiras grandes manifestações de rua do século XXI, em nosso país, começaram na cidade de São Paulo, em 2013, por um motivo simples e corriqueiro como o valor da tarifa do transporte público; mas que, em seguida, elas se espalharam por todo o Brasil, com uma diversidade de pauta cada vez maior, sempre baseadas em valores cruciais como a liberdade de expressão e a cidadania. Um divisor de águas que mudou para sempre a face da política em nosso país.
A chamada polarização que começava a tomar corpo em nossa sociedade a partir daquele ano, nada mais era que a tomada de consciência das pessoas que passou a exercer o direito de emitir sua própria opinião, libertando-se assim da bolha do discurso hegemônico de esquerda, o qual imperou por muitos anos, não só no Brasil como em todo o Ocidente.
O termo "polarização', criado pela velha Imprensa militante, é carregado de sentido pejorativo, como se fosse uma maldição. O que está por trás disso é que ela confronta o pensamento de esquerda.
Diferentemente da falsa narrativa do debate do contraditório apregoado tradicionalmente pela Esquerda, a lógica natural de formação de toda associação ou grupo, por exemplo, é a comunhão de pensamento e propósito e não o confronto de ideias.
Em meio a ameaça de uma perseguição velada de um confronto hostil de ideias, os divergentes de direita eram constrangidos a se calarem ante as verdades absolutas defendidas pelo discurso marxista. Assim, a militância comunista conseguia efetivar o discurso hegemônico de esquerda na sociedade. No transcurso das cinco últimas décadas, principalmente após os governos militares, foi isso o que aconteceu no Brasil.
A Ágora Virtual - Com todo aquele reboliço político que acontecia no país, no qual tomei naturalmente partido pela Direita, as redes sociais, especialmente o Facebook, já despontavam como uma espécie de Ágora (espaço público comum na Grécia Antiga, destinado ao debate de ideias) de formato virtual.
A partir disso, decidi me utilizar de critérios para a manutenção e adição de amigos, seguidores ou pessoas e celebridades a quem seguir. Dessa forma, passei a excluir todos os esquerdistas de minhas listas.
Tomei a decisão de realizar um filtro nos meus contatos virtuais não apenas pela questão de evitar discussões inúteis e baixarias; mas, inclusive, poupar alguns amigos e parentes que pensam diferente de mim. Não desejava que nosso relacionamento pessoal fosse afetado por desavenças políticas. Amizade, amizade. Política à parte!
Estava, portanto, decidido em manter nas minhas listas apenas pessoas que partilhassem dos mesmos valores que eu. O que considero algo muito mais inteligente, prazeroso, e produtivo, a fazer, por causa da sinergia resultante.
Acredito que a união dos iguais proporciona fortalecimento político ao grupo, tanto em nível individual quanto coletivo. É dessa maneira que nos tornamos capazes de vencer os embates ideológicos em forma de narrativas da Esquerda, tais como a Agenda Woke, e o Marxismo Cultural, em última instância.
As grandes manifestações de rua, enfim, são resultado dessa tomada de consciência popular proporcionada pelo mundo digital.
Um caminho sem volta para a Liberdade - Ao se depararem com um aparato de conteúdos muito mais abrangente do que os das mídias tradicionais, em um simples clicar no Ismartphone, as pessoas começaram a se comunicar e identificar-se exponencialmente, de maneira livre e descontraída.
A TV, o Rádio, a Revista e o Jornal estavam acostumados desde sempre a monopolizar a informação, determinando o foco e o formato da notícia direcionada a seu público cativo, a despeito da necessidade de se manter o compromisso com a verdade dos fatos.
Iniciou-se por parte dos usuários de Internet um processo de independência da audiência às grandes organizações de comunicação que dominavam resolutas o horizonte cultural e informacional do país até então. Com essa perspectiva libertadora, o cidadão de bem despertou do engodo ideológico a que fora subjugada por décadas, e começou a firmar posição, e militar em favor dos valores em que realmente acredita.
Inserido nesse contexto, comecei a expor e publicar as minhas ideias e opiniões em diversos canais de comunicação eletrônica, tais como Facebook, Instagram, Whatsapp e YouTube, da mesma forma que faço aqui neste meu blog, Brasil Novas, principalmente por meio de artigos e crônicas.
Tenho a firme convicção da minha importância no processo de libertação do pensamento da sociedade brasileira, mergulhada atualmente na ditadura petista. Paradoxalmente, por causa desse comprometimento, hoje eu me sinto muito mais livre e feliz, do que nos tempos de "plenitude" democrática do discurso hegemônico de esquerda, que imperava resoluto desde o advento da proclamada Nova República.
Aquele ideal de Arautos da Verdade que propus na mensagem de formatura do Curso de Comunicação Social, em 2008, nunca se calou dentro de mim, assim como eu sei que acontece em milhares de outros militantes anônimos da liberdade, pelo Brasil a fora.
Para além da preferência por algum líder político em particular, nosso maior propósito e compromisso como cidadão de direita é ajudar na consolidação do tecido social, estruturando-o com a fibra dos altos valores da civilização judaico-cristã, na esperança do alvorecer de dias felizes para a nação brasileira, com crescimento material, e espiritual acima de tudo. Os acontecimentos se precipitam, o tempo avança, mas o ideal não se esvai, pois a vitória se constrói, passo a passo, todos os dias.
Obs.: Leia também o artigo Como eu, Cristão, deixei de ser esquerdista.
My journalistic training - During the Journalism course, completed at the end of 2007, I made a point of preserving the set of values I believe in as a Christian. Which I chose as fundamental assumptions of my life mission and personal fulfillment.
In this way, I resisted until the end the brainwashing attempt carried out by left-wing activists disguised as professors at my Faculty.
When I graduated in Social Communication in April of the following year, I was chosen to write the Class's message, to be included in the Graduation Invitation, which I titled, Heralds of Truth, inspired by the journalistic ideal of impartiality and commitment to the facts.
The advancement of Communications - In that same year of 2007, the advent of the smartphone allowed the mobile Internet to expand throughout Brazil, which made multiple and functional applications available to an increasing number of the population, with much greater practicality of use that of the microcomputers we were used to until then.
This phenomenon became a decisive element in the formation of a new social context that was heralded in the following years. A political awakening of the population, like never before, would knock on the door of our recent history, in the middle of the second decade of the 21st century.

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