Até o Sol é brasileiro/Even the sun is Brazilian

  ** Artigo de 02 de julho de 2022




Há 201 anos, em 02 de julho de 1823, a independência do Brasil se efetivou na Bahia. Exatamente nessas terras onde foi descoberto, nós nos afirmamos como nação, perante o mundo, passados 308 anos como colônia; somados a outros 15, na condição de Reino Unido a Portugal e Algarve.

Depois de sangrentos combates, iniciados após a proclamação da Independência, o Recôncavo e a Baía de Todos os Santos testemunharam o heroísmo dos baianos, apoiados pelas tropas enviadas por Dom Pedro, o Príncipe Regente português, que liderava os brasileiros na campanha de libertação do jugo de Portugal. Não são coisas que só se vê na Bahia, mas no Brasil também!

Como não lembrar da figura ímpar de um soldado anônimo, cuja identidade secreta descobriu-se tratar de Maria Quitéria de Jesus, garota guerreira natural de Feira de Santana. Em obediência ao pai, voltou ao combate não mais vestida de homem, mas de saia, 'sem medo de ser feliz', como diria Gonzaguinha em uma de suas canções. Com a vitória brasileira, ela foi recebida e reconhecida pelo Imperador Dom Pedro I como heroina. Por que não dizer, a Mulher Maravilha de nossa história?

E o que dizer do desconhecido almirante escocês Lord Cochrane, que comandou ações vitoriosas de combate pelo mar, no coração da Baía de Todos os Santos, quem sabe de todos os valentes? Um Coração Valente, com toda a certeza, de um mercenário de primeira, a quem o Brasil ficou historicamente agradecido.

E da Soror Joana Angélica, que, à porta do Convento da Lapa, clamou destemidamente aos soldados portugueses invasores: "Só se for por cima do meu cadáver!"; que dizer, dentre muitos e muitos heróis anônimos, cuja coragem e intrepidez delinearam os nossos termos de brasilidade continental?

Não foi Tróia, Atenas, Esparta ou Roma, as responsáveis por nossa glória como nação, mas bucólicas localidades da província baiana, como Itaparica, Cachoeira e Pirajá, cujos solos se impregnaram do sangue dos heróis; deixando em seguida o rastro de vitória, em ruas e bairros da capital, a exemplo de LiberdadeLima e SilvaIndependência e Campo Grande, por onde nossos guerreiros passaram em cortejo, sob efusiva aclamação popular.

A lembrança do 2 de julho, cujo Sol brilhou mais que no primeiro dia, nos remete à consciência da noite de turbulências provocada pela vermelhidão déspota dos dias atuais em que vive a nação brasileira, e mais especialmente a Bahia. Urja então em nós a grandeza de espírito para a construção de um Sol maior, que brilhe muito mais do que outrora, em luz transparente e pura, na afirmação de nossa liberdade, aliada aos nobres valores judaico-cristãos, base da nossa civilização.

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**  Republishing the Article from July 2, 2022

Even the sun is Brazilian 

(July 02, 2022) 

201 years ago, on July 2, 1823, Brazil's independence became effective in Bahia. Exactly in these lands where it was discovered, we asserted ourselves as a nation, before the world, after 308 years as a colony; added to another 15, in the form of the United Kingdom, Portugal and Algarve.

After bloody combats, which began after the proclamation of Independence, Recôncavo and Baía de Todos os Santos witnessed the heroism of the Bahians, supported by the troops sent by Dom Pedro, the Portuguese Prince Regent, who led the Brazilians in the campaign to free themselves from the yoke. from Portugal. These are not things that you only see in Bahia, but in Brazil too! 

How can we not remember the unique figure of an anonymous soldier, whose secret identity was discovered to be Maria Quitéria de Jesus, a warrior girl from Feira de Santana. In obedience to her father, she returned to combat no longer dressed as a man, but in a skirt, 'without fear of being happy', as Gonzaguinha would say in one of her songs. With the Brazilian victory, she was received and recognized by Emperor Dom Pedro I as a hero. Why not say, the Wonder Woman of our history?

And what about the unknown Scottish admiral Lord Cochrane, who commanded victorious combat actions at sea, in the heart of All Saints Bay, who knows of all the brave ones? A Brave Heart, certainly, from a top mercenary, to whom Brazil was historically grateful. 

And of Soror Joana Angélica, who, at the door of the Lapa Convent, fearlessly cried out to the invading Portuguese soldiers: "Only if it is over my corpse!"; what can I say, among many, many anonymous heroes, whose courage and intrepidity outlined our terms of continental Brazilianness? 

It was not Troy, Athens, Sparta or Rome, which were responsible for our glory as a nation, but bucolic locations in the Bahian province, such as Itaparica, Cachoeira and Pirajá, whose soils were impregnated with the blood of heroes; then leaving a trail of victory, in streets and neighborhoods of the capital, such as Liberdade, Lima e Silva, Independência and Campo Grande, where our warriors passed in procession, to effusive popular acclaim. 

The memory of the 2nd of July, whose sun shone brighter than on the first day, reminds us of the night of turmoil caused by the despotic redness of the current day in which the Brazilian nation lives, and more especially Bahia. Therefore, urge in us the greatness of spirit to build a greater Sun, which shines much brighter than before, in transparent and pure light, in the affirmation of our freedom, combined with the noble Judeo-Christian values, the basis of our civilization.


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