Fracassa toque de recolher em Lauro de Freitas/BA - ( With English copy )


(25 de maio de 2020)

Programado para acontecer por um período de 15 dias, com início no último dia 09, e final nesse domingo (24), o toque de recolher decretado pela prefeita Moema Gramacho (PT) redundou em fracasso, pois não evitou que aglomerações patrocinadas por festas em toda cidade fossem realizadas. Por conta do fiasco, a validade do decreto, que cerceia a liberdade do cidadão de bem, se estenderá até o dia 31 de maio. Dessa forma, toda a população termina pagando pela não obediência de poucos.

Não estamos falando de eventos que começaram a acontecer agora, durante o toque de recolher (nos horários das 20 às 05h) - regados a drogas e bebidas alcoólicas. Não, estes sempre aconteceram na cidade, sem que a polícia fosse chamada pela prefeita para reprimi-los, como faz agora.

Não seria o caso de a abordagem policial a essas "festinhas" fosse sempre feita, sem necessidade de toque de recolher? Medidas que só cidadãos inclinados ao cumprimento da lei respeitam. Agora, fazem um desfile espalhafatoso de viaturas pelas principais avenidas, com sirenes ligadas, perturbando apenas os moradores que estão recolhidos à paz de seu lar. A prefeita já imaginou o quanto se gasta de recursos públicos, com essa movimentação diária de viaturas e agentes pela cidade? Provavelmente, não.

As prisões - e não se trata do primeiro episódio do tipo, durante o toque de recolher em pauta - mostram a total inutilidade das medidas de cerceamento do direito de ir e vir do cidadão, assegurado na Constituição. Então, por que prorrogar o fatídico decreto? Por que não mudar de estratégia, e fazer com que a Polícia cuide dos casos pontualmente? Como deveria ser sempre, pois consumo de drogas e altos decibéis nunca deixou de ser crime.

Só podemos concluir da teimosia da prefeita que, nesse caso não se trata de uma medida sanitária extrema em prol da saúde pública, mas sim de uma "queda de braço", a fim de ver quem pode mais: ela, com o uso impositivo de todo o aparato estatal a seu favor, ou o povo, a quem quer convencer de sua posição, pela força e não pela informação e adesão voluntária.
                 



Failure to curfew in Lauro de Freitas / BA

(May 25, 2020)

Scheduled to take place over a period of 15 days, beginning on the 9th and ending this Sunday (24th), the curfew decreed by Mayor Moema Gramacho (PT) resulted in failure, as it did not prevent agglomerations sponsored by parties in the whole city. Due to the fiasco, the validity of the decree, which restricts the freedom of the good citizen, will extend until May 31. Thus, the entire population ends up paying for the non-obedience of a few.

We are not talking about events that started happening now, during the curfew (from 8 pm to 5 am) - with drugs and alcoholic beverages. No, these always happened in the city, without the police being called by the mayor to repress them, as it does now.

Wouldn't it be the case that the police approach to these "parties" was always made, without the need for a curfew? Measures that only law-abiding citizens respect. Now, they make a loud parade of vehicles through the main avenues, with sirens on, disturbing only the residents who are sheltered in the peace of their home. Has the mayor ever imagined how much public resources are spent, with this daily movement of vehicles and agents around the city? Probably not.

The prisons - and this is not the first episode of the type, during the curfew on the agenda - show the total uselessness of the measures to restrict the citizen's right to come and go, guaranteed in the Constitution. So, why extend the fateful decree? Why not change your strategy, and have the Police handle cases on time? As it should always be, since drug use and high decibels has never ceased to be a crime.

We can only conclude from the mayor's stubbornness that, in this case, it is not an extreme sanitary measure in favor of public health, but rather an "arm wrestling", in order to see who can do more: she, with the imposing use of the entire state apparatus in your favor, or the people, whom you want to convince of your position, by force and not by information and voluntary adherence.






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