Como eu, cristão, deixei de ser esquerdista
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| midiaindependente.org Acesso: 15 out 2018 |
Houve um tempo, depois do Regime
Militar, em que eu era de esquerda, um brizolista influenciado pelos pcdobistas que controlam o sindicato de
minha categoria até hoje, por conta das greves em que tinha que participar. Eu
já era evangélico e, quanto mais se aproximava a eleição presidencial de 1989,
a primeira direta após a redemocratização, a minha preferência
político-ideológica entrava em conflito com a fé que professava.
Meu candidato até ali era Leonel
Brizola, o principal favorito até então, mas como posso ser socialista e
cristão ao mesmo tempo, se o marxismo nega a existência de Deus? Eu resolvi
orar para que Deus me orientasse na escolha de um candidato, mesmo com toda a
admiração que nutria por Brizola, pois estava cansado de viver essa contradição
dentro de mim. Então, enquanto eu orava, apareceu uma imagem bem clara na minha
mente, como que entrando no meu pensamento, de maneira involuntária e
inesperada.
A mensagem dizia respeito a um dos concorrentes da eleição, com poucas chances de vitória e pouco falado. Ele era liberal conservador de direita. Fiquei tão impressionado com essa experiência que me empolguei e passei a fazer campanha para ele. Coincidentemente, ele começou a crescer nas pesquisas. Como se um Eymael da vida crescesse de repente e colasse em Haddad. Na época, só Collor, Lula e Brizola ficaram na frente dele, se eu não me engano, e o número de concorrentes era grande, como o de agora.
Bem, eu me recordei disso tudo para
dizer que a partir daquela experiência, que para mim foi uma revelação de Deus,
deixei de acreditar na Esquerda e me assumi como um conservador de direita. Só
agora, às portas de completar 60 anos, pela primeira vez na vida, tenho a
chance de eleger meu primeiro Presidente da República inédito e desde o
primeiro turno: Jair Messias Bolsonaro. Porque, quando votei em FHC, foi para
sua reeleição. Agora, ao votar em Bolsonaro, eu o faço em linha com a minha fé,
com os valores em que acredito e em paz com minha consciência. Ainda mais
quando a única opção que se vê é a total negação de tudo aquilo que sou e
represento.

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