A liberdade da Proteção/Freedom from protection
(03 de
julho de 2020)
Melhor que, antes de ser
proibido andar sem máscara, seja bem explicado às pessoas que é para o bem
delas, como defesa individual contra a pandemia. A propósito, você já procurou
saber a opinião de quem sofreu com o corona vírus, que antes teimava em não se
precaver? O COVID-19 não vai respeitar a
pessoa, só por fazer resistência ao uso da máscara. Não é essa uma questão
política, mas sanitária. Sabemos que muitos se sentem incomodados, eu também me
sinto, mas fugir de incômodos não é o caminho da verdadeira liberdade. A
liberdade individual não pode ser encarada como um fim em si mesmo, pois a
liberdade absoluta não é justa.
Uma vez que sua liberdade em não usar máscara pode colocar em risco a saúde alheia, ela já não é mais liberdade. Portanto, nada é mais liberal, no sentido de proteger o direito dos outros indivíduos, do que o governante proibir e multar quem não usar máscara. Não há nada de comunismo nisso, ainda que alguns governadores e prefeitos, por serem socialistas, delirem de prazer sadomasoquista por tomarem uma medida como essa. Por outro lado, há pessoas inteligentes que sabem julgar corretamente a validade delas, independentemente da ideologia do mandatário. Aliás, o uso de máscara pode nos garantir o direito de ir e vir. A quarentena horizontal, não. Dessa devemos ser urgentemente absolvidos.
A plena felicidade de uma pessoa não prescinde da felicidade e liberdade das outras pessoas, buscando só o próprio interesse por meio de uma liberdade fácil e sem limite. Pelo contrário, é enfrentando sacrifícios e dificuldades que conseguimos ser felizes, pois o que é bom de verdade tem preço. Não se fie em trilhar o caminho mais fácil, pois ele é enganoso.
Estas são palavra de quem, há três dias do início oficial da Pandemia, quando não havia proibição alguma, entrou em um shopping com máscara, o que chamou a atenção das pessoas. Eu me sentia incomodado fisicamente com o acessório, embora não estivesse "nem aí" para o espanto que causava nos outros por usá-lo. Sabia que o que estava fazendo era certo, justo, honesto e inteligente. Estava cuidando da saúde minha e do próximo. Eu estava desconfiado de que poderia já ter sido infectado assintomaticamente. Agi livremente, não movido por proibição, porque acredito que a liberdade está em nós, intimamente ligada ao nosso conhecimento, submissa a nossa capacidade de raciocínio, e não a um instinto de reação imatura.
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