O próximo do demagogo/Demagogue's next
(05 de novembro de 2021)
Privilégio é um direito que poucos têm, sem precisar travar uma luta árdua para desfrutá-lo, ao contrário do que acontece com a maioria dos cidadãos. Isso não acontece a esses últimos por falta de lei, mas de conhecimento que gera no indivíduo o desejo de produzir e ser livre, criando os recursos para acessar a tudo o que lhe é de direito, de fato. É por isso que a educação é tão importante.
É prometendo facilidades, contudo, que políticos demagogos, especialmente os de esquerda, procuram conquistar a simpatia de grupos sociais minoritários. Leia-se como "minoritários" pessoas pobres, com baixo nível de escolaridade, suficiente para que se deixem enganar. Muitas vezes, os oportunistas se escondem por trás do rótulo de defensores de minorias para obterem vantagens pessoais.
A estratégia política dos governos de esquerda no Brasil se mostrou previsivelmente ajustada – para não dizer desajustada – ao conveniente propósito de formar gerações de ignorantes. Não é à toa que hoje, como nunca, a sociedade brasileira tem colhido os frutos de uma pedagogia que mais torna grande parte da população dependente do Estado, do que dá as mínimas condições a sua autossustentabilidade financeira, para que não dependa indefinidamente de seus auxílios, ou esmolas, a longo prazo.
Tudo que esses políticos demagogos querem na verdade é que o povo pobre nunca deixe de depender deles, os quais só buscam locupletar-se imoralmente, quando não ilicitamente. Assim eles o fazem, não sem a simpatia de uma elite abastada, cujos direitos soam como privilégios, na prática, dado o acesso fácil à Justiça. Visando não serem reconhecidos como parasitas sociais, os riquinhos descolados - para não dizer amestrados - se dizem entendidos simpatizantes das "causas populares", uns socialistas de plantão.
Geralmente formada por acadêmicos, jornalistas e artistas, consagrados pela Mídia - não necessariamente por talento genuíno: ver dependência visceral por ajuda governamental, a exemplo do que acontecia sob o respaldo da Lei Rouanet - e até empresários, essa elite defende que não é dever dos ricos fazer caridade com seu dinheiro, e que a pobreza é problema do Estado. Amam a humanidade, mas querem distância do próximo.
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Demagogue's next
(November 5, 2021)
Privilege is a right that few people have, without having to fight an arduous struggle to enjoy it, contrary to what happens to most citizens. This does not happen for lack of law, but for lack of knowledge and consequently resources.
It is promising facilities that demagogue politicians, especially those on the left, seek to win the sympathy of minority social groups. In practice, they can be read as "minority" poor people, with a low enough level of education to allow themselves to be deceived. Oftentimes, easy-going opportunists hide behind a label to gain an advantage.
The political strategy of left-wing governments in Brazil proved to be predictably adjusted – not to say maladjusted – to the convenient purpose of educating generations of ignorant people. It is no wonder that today, as never before, Brazilian society has reaped the fruits of a pedagogy that makes a large part of the population dependent on the State, rather than giving minimal conditions to their financial self-sustainability, so that they do not depend indefinitely on its aid. , or alms, in the long run.
All these political demagogues really want is that poor people never stop depending on them, who only seek to indulge themselves immorally, if not illicitly. So they do it, not without the sympathy of a wealthy elite, whose rights sound like privileges, in practice, given the easy access they have to justice. But it doesn't want to be recognized as true social parasites. Hence, they say they are experts, and sympathizers of "popular causes". In short, socialists to the hilt.
Usually formed by academics, journalists and artists, consecrated by the Media - not necessarily for genuine talent: to see visceral dependence on government aid, as was the case under the Rouanet Law - and even businessmen, this "cool" elite defends that they do not it is the duty of the rich to do charity with their money, and that poverty is the State's problem. They love humanity, but want distance from others.
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