Brasil: ame-o ou deixe-o? Teria sido assim?
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| gamehall.uol.com.br Acesso: 17 Nov 2018 |
Quando eu era menino, no tempo dos Governos Militares, viajei bastante de mudança ou férias para outras cidades. Eu via soldados desconfiados identificando as pessoas que iriam viajar, nas estações de ônibus, olhando para a pessoa e para a foto do RG, antes de liberar. O cidadão passava por um verdadeiro drama para exercer seu direito de ir e vir. Tudo preto e branco, sem cores, puro suspense.
Eram, porém, cenas de filmes sobre a Alemanha Nazista ou países comunistas do leste europeu que eu assistia no cinema ou na televisão. Quando acabava, sentia um grande alívio, porque, ao contrário do que via nas fitas, eu vivia em um país realmente livre.
O Brasil era o país em que todos tínhamos a opção de amar ou deixar, sim. Direito que artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Chico Buarque desfrutavam livremente, em viagens para Londres ou Roma, por exemplo. Isso faziam por puro charme revolucionário, intelectualmente vaidosos, e ricos, que já eram. Como deixar um país tão generoso para trás?

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