Na mira
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| facebook.com/exercito Acesso: 12 Nov 2018 |
Um policial armado é autorizado por lei a portar um fuzil, a fim de
impor respeito e autoridade às pessoas em geral, mostrando o efetivo império da
ordem, só podendo usá-lo em combate ao crime. O bandido, em flagrante desafio a
autoridade da lei, porta um fuzil a fim de impor medo às pessoas em geral,
mostrando o efetivo império da criminalidade, atirando quando quiser e em quem
quiser, para se defender da simples abordagem policial, inclusive, só bastando
que adentrem o espaço dominado.
Assim, só em estar portando um fuzil, já estão cometendo grave crime:
atentar opressivamente contra a liberdade do cidadão de bem. Atirar contra
alguém para ele não passa de um simples detalhe. Mantém com os seus “quartéis
generais”, assim fortalecidos e inexpugnáveis, a garantia de que quadrilhas
continuem agindo e matando pessoas inocentes pela cidade. Agora, se eles
ocupassem de assalto um bairro rico como o Leblon, com certeza a Imprensa
estaria cobrando providências das autoridades para que fossem retirados, nem
que seja a tiro pela ação de snipers.
Enquanto, o problema envolver um bairro pobre, eles capitalizando com
sua hipocrisia; porém, quando são ameaçados, a história muda completamente. Mas
a justiça é um alvo que cabe às autoridades mirar, e não aos artistas e
jornalistas opinarem, para que o tiro seja certeiro. A lei é para proteger a
todos e não a privilegiados.

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