Descobri que sou progressista
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| chicagomag.com Acesso: 23 Nov 2018 |
Na melhor das hipóteses, nada mudou em Cuba há quase 60 anos, desde o dia em que eu nasci, 28 de dezembro, o mesmo em que os guerrilheiros venceram sua última batalha campal, em Santiago, antes de marcharem até a capital, Havana, em desfile ufanista - no fundo, no fundo, eles gostam dessa palavra, mas só quando lhes convém ideologicamente - pela vitória.
Eu cresci e me tornei uma pessoa melhor, ao longo de todo esse tempo. Respeitam as minhas cãs, portanto! Mas em Cuba, tudo continua do jeito que estava, para não dizer que piorou.
"As mesmas casas, os mesmos carros, mas não há flores nos mesmos jardins; tudo é igual, mas estou triste porque não tenho você perto de mim" , parafrasearia a família dos médicos escravos, degredados na colônia brasileira. Porém, os membros do partido comunista enriqueceram.
Enfim, a Ilha socialista cubana é um verdadeiro exemplo de país conservador, que vive, ou melhor, morre a realidade de uma múmia egípcia e de um produto enlatado, totalmente fechado, todos os dias; só servindo para alimentar a fantasia de solidariedade "coletiva" de elites hipócritas, pelo mundo a fora.
Por outro lado, tudo o que nós queremos ser é pessoas normais, que acreditam em Deus, ama a família e o trabalho, e respeita a autoridade. Enfim, queremos progredir sempre, e para isso a liberdade é imprescindível.
Queremos ser progressistas como os americanos, canadenses, australianos, alemães, japoneses e coreanos; viver livres como um pássaro, para voar cada vez mais alto.

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